Fim de semana, fui a uma concessionária Effa. Não é fácil achar uma, já que na grande São Paulo quase todas são apenas lojas de carros usados que foram alçadas ao posto de revendedor Effa. Ou seja, o atendimento é tão bom e confiável quanto uma loja de carros usados qualquer (tire suas próprias conclusões). No site, entretanto, vi que havia uma nova loja em São Bernardo, que me pareceu mais bem estruturada. Cheguei lá e me surpreendi (em se tratando de Effa): era realmente uma concessionária! Com água, cafezinho e, finalmente, atendimento digno de quem quer comprar carro novo. Fui muito bem atendido. Perguntei se havia possibilidade de fazer um test drive, mas o carro disponível estava em revisão. Após alguns minutos, trouxeram um carro novinho, do estoque, para que pudesse testar. Saímos.
Manobrando: a direção, elétrica, é maciíssima, vira-se com a ponta dos dedos. E sem problema algum de progressividade, como ocorreu no Chery Face. O câmbio também é bastante razoável, mais preciso que o Chery (mas não é nenhum VW Golf, que fique bem claro). Interessante notar como todos os carros chineses têm a embreagem extremamente curta. Basta soltar um mínimo para que o motor se conecte ao câmbio. Quem não prestar atenção, corre o risco de deixar o carro morrer. Coisa de 10 minutos para se acostumar. O carro tinha menos de 30 km rodados, portanto com motor amarradíssimo. Mas cumpre bem seu papel citadino, dizendo os experimentados que pode fazer até 20 km com um litro de gasolina na estrada (mais barato de rodar, portanto, que qualquer carro flex nacional). O carrinho freia bem, mas é barulhento. Não o motor, mas o acabamento interno. A impressão é que chinês não se preocupa muito com barulho, e acaba deixando os componentes internos do acabamento soltos, como conectores elétricos, etc, que acabam batendo. Outro fato digno de nota é a capacidade de esterçar. O diâmetro de giro é de menos de 10 metros, as rodas viram uma barbaridade, melhor que qualquer popular nacional (comparável ao antigo Honda Fit). Entrei numa rua bem longa, finalmente com asfalto bom, e arranquei. O motor chegava com dificuldade aos 4 mil giros, ainda muito amarrado. Cheguei a uns 60 km, e comecei a fazer alguns desvios, ao estilo Quatro Rodas. Bem... de fato andar em alta velocidade com o Effa parece ser uma temeridade. Nesta situação, é um carro para experimentados. Espero que ninguém compre com a intenção de rodar apenas em estradas. O ar condicionado funciona bem, mas rouba muita potência do motor (e ele tem pouca disponível). Mas num congestionamento é muito bem vindo.
Se eu compraria? Sim, se tivesse R$ 26.000,00 sobrando e outro carro na garagem. O Effa é perfeito para andar em São Paulo. É pequeno, esterça bem, gasta pouco e é macio e gostoso de dirigir. Pelos relatos que li na internet, dá alguns probleminhas, mas fáceis de resolver e as peças são baratas. Mas é melhor esperar que surjam ainda umas 2 ou 3 novas concessionárias como a de SBC, já que os atuais "revendedores de usados autorizados Effa" não têm condição alguma de prestar uma boa assistência.
Quanto ao teste de longa duração da Quatro Rodas, que destruiu a imagem do carro, deve ser levado em conta com critério. O M100 realmente não é expoente de estabilidade. Mas não é um caixão ambulante, como se quis fazer parecer. As pessoas ainda andam de Kombi, Ecosport e outros jipinhos que não têm estabilidade muito melhor que o Effa. Além disso, durante os 40 mil km do teste houve elogios à resistência do veículo, com viagens ao nordeste e ao Uruguai. Os problemas todos foram simples (com exceção da quebra do cabo do trambulador, que imobilizou o carro) e no desmonte as peças não estavam todas ruins (motor e câmbio bons, suspensão e freio condenados). Pense nos prós e contras e seja feliz.
17 de fevereiro de 2011
Sobre carros chineses 3 - Chery Face
Fim de semana, fui a uma concessionária da Chery em Santo André. Fui muito bem atendido. Ao solicitar test drive no Face, o vendedor sem mais delongas me trouxe a chave, e saímos. O banco é alto, as pernas ficam bem dobradas, ao estilo minivan. Ou VW Fox. Primeira impressão, a direção (hidráulica) tem algum defeito. É maciíssima, mas não tinha progressividade ao girar. Durante a manobra, dava alguns soquinhos, impressão de bomba com problema ou falta de óleo. O câmbio tem curso longo e é macio. Difícil é encontrar as marchas, não é um câmbio que se possa dirigir esportivamente. O motor surpreendeu. 1.3 16 válvulas, achei que andava pouco. Mas é fortinho e gira bem, basta aproveitar as rotações do motor. A suspensão é dura e o carro sofre no aglomerado de piche que na grande São Paulo conhecemos por asfalto. Fato interessante, não é defeito nem qualidade, apenas característica, é que o eixo traseiro, rígido, tem comportamento diferente dos 90% dos carros nacionais com eixo traseiro de torção. Ao passar de lado nas valetas sente-se o eixo trabalhando, sensação que logo de cara me remeteu ao Chevette. Ao voltar, a direção continuou incomodando para manobrar.
Se eu compraria? Ainda não. Há muitos relatos de defeitos na caixa de direção, que não aguenta o solo brasileiro. Quem disser que o asfalto na China é pior que no Brasil está mentindo. Nenhum lugar do mundo tem asfalto pior que aqui. E isso exige grande trabalho para tornar a suspensão e demais componentes dos veículos importados mais robusta. Coisa de um ano, talvez, para a engenharia da Chery resolver. Aí sim, pelo pacote apresentado, valeria a pena.
Se eu compraria? Ainda não. Há muitos relatos de defeitos na caixa de direção, que não aguenta o solo brasileiro. Quem disser que o asfalto na China é pior que no Brasil está mentindo. Nenhum lugar do mundo tem asfalto pior que aqui. E isso exige grande trabalho para tornar a suspensão e demais componentes dos veículos importados mais robusta. Coisa de um ano, talvez, para a engenharia da Chery resolver. Aí sim, pelo pacote apresentado, valeria a pena.
Don Juan de barro
Interessante observar como todas as pessoas olham para mim. Os homens, com inveja. As mulheres, com desejo. Sempre foi assim. Na escola eu era irresistível. Era nítido como os olhares femininos estavam sempre voltados para mim. Eu era muito bonito. Com o passar dos anos, mudei muito pouco. Os olhares continuam. Não foi fácil descobrir que os olhares envergonhados querendo esconder sua admiração por mim dificilmente se transformariam no meu maior objetivo àquela época: trocar alguns beijos. Mas ficaria feliz em apenas tocar alguma parte do corpo de uma mulher. Talvez a vergonha fosse muita. De mim. E, com o passar do tempo, os olhares mudaram. Se mantiveram envergonhados e fugazes. Querendo esconder-se da desaprovação. Querendo que eu não percebesse que não eram para mim.
Pointless
Pela manhã o dia é novo. Difícil saber como serão as horas seguintes. Ainda mais quando não se tem um objetivo para aquele dia. Ou aquela semana, ou ano. É necessário ter um objetivo. As pessoas lutam para alcançá-lo. Pode-se imaginar, então, que quem não tem um objetivo não luta. Não é verdade. Luto muito. Para ter um objetivo e, mais ainda, para manter minhas funções vitais mesmo sem tê-lo. Será que a morte é dolorida? Será um descanso eterno? Conflito. Por que alguém sem objetivo quereria o descanso eterno? Uma eternidade sem objetivo... Talvez fosse ainda mais angustiante que a passagem pela terra. Considerando não ter saída, é preciso ter paciência...
Nem tudo é sonho
Ontem eu sonhei. Quase sempre meus sonhos são bons, e aquele não foi exceção. Quem garante que os sonhos não são reais? Tudo o que vemos, sentimos e fazemos enquanto estamos acordados é registrado e comandado pelo nosso cérebro. Ora, o que é um sonho, senão uma incrível recriação do mundo real feita pelo nosso pensamento? E mais, caso não tivéssemos consciência, ao acordar, de que aquilo fora um sonho, o que garantiria que nosso cérebro fosse capaz de distinguir se o que passou foi real ou não? A verdade é que, graças a deus, eu sonho. E, conscientemente, tento considerar o que se passou como se tivesse sido real. Afinal de contas, se aquilo tivesse realmente ocorrido, meus sentidos não o registrariam de maneira idêntida à que fazem nos sonhos? Portanto, meus sonhos são reais. E faço e sou capaz de fazer coisas que não teria coragem durante o dia. A noite, eu sou mais eu.
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