17 de fevereiro de 2011

Sobre carros chineses 3 - Chery Face

Fim de semana, fui a uma concessionária da Chery em Santo André. Fui muito bem atendido. Ao solicitar test drive no Face, o vendedor sem mais delongas me trouxe a chave, e saímos. O banco é alto, as pernas ficam bem dobradas, ao estilo minivan. Ou VW Fox. Primeira impressão, a direção (hidráulica) tem algum defeito. É maciíssima, mas não tinha progressividade ao girar. Durante a manobra, dava alguns soquinhos, impressão de bomba com problema ou falta de óleo. O câmbio tem curso longo e é macio. Difícil é encontrar as marchas, não é um câmbio que se possa dirigir esportivamente. O motor surpreendeu. 1.3 16 válvulas, achei que andava pouco. Mas é fortinho e gira bem, basta aproveitar as rotações do motor. A suspensão é dura e o carro sofre no aglomerado de piche que na grande São Paulo conhecemos por asfalto. Fato interessante, não é defeito nem qualidade, apenas característica, é que o eixo traseiro, rígido, tem comportamento diferente dos 90% dos carros nacionais com eixo traseiro de torção. Ao passar de lado nas valetas sente-se o eixo trabalhando, sensação que logo de cara me remeteu ao Chevette. Ao voltar, a direção continuou incomodando para manobrar.
Se eu compraria? Ainda não. Há muitos relatos de defeitos na caixa de direção, que não aguenta o solo brasileiro. Quem disser que o asfalto na China é pior que no Brasil está mentindo. Nenhum lugar do mundo tem asfalto pior que aqui. E isso exige grande trabalho para tornar a suspensão e demais componentes dos veículos importados mais robusta. Coisa de um ano, talvez, para a engenharia da Chery resolver. Aí sim, pelo pacote apresentado, valeria a pena.

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